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História e humanismo: Baronesa de Nova Sintra


No aniversário da Baronesa de Nova Sintra, é prestada homenagem a uma figura marcante da história social e cultural portuguesa, cujo legado permanece vivo através da ação benemérita e da preservação da sua memória.

Albina Augusta de Araújo nasceu a 5 de fevereiro de 1819, em Viana do Castelo, e foi esposa de José Joaquim Leite Guimarães, Barão de Nova Sintra. Associada a um projeto humanista, a sua vida ficou ligada à obra fundada pelo marido em 1863, no Porto, destinada à educação e proteção de crianças abandonadas.


O legado do Barão de Nova Sintra

Inicialmente constituído por dois estabelecimentos, este projeto viria a consolidar-se com a inauguração das instalações definitivas, em 1866, sob a designação de Estabelecimento Humanitário do Barão de Nova Sintra, posteriormente conhecido como Colégio Barão de Nova Sintra.

Após o falecimento do fundador, em 1871, a continuidade desta obra foi assegurada através da doação do estabelecimento e de todo o seu património à Misericórdia do Porto, incluindo a quinta e a fábrica de fiação de seda, reforçando o caráter solidário e duradouro da iniciativa.


Ação benemérita da Baronesa de Nova Sintra

A Baronesa de Nova Sintra distinguiu-se igualmente por uma atuação filantrópica própria, expressa em diversos legados de natureza assistencial. À Misericórdia do Porto destinou cinco contos de réis ao Asilo do Barão de Nova Sintra, fundado pelo seu marido, e igual quantia ao Hospital de Santo António. O mesmo montante foi atribuído ao Asilo de Mendicidade e repartido por dez dos estabelecimentos de caridade mais necessitados da cidade do Porto.

Sem esquecer as suas origens, Albina Augusta de Araújo contemplou ainda várias instituições de carácter assistencial e caritativo de Viana do Castelo, bem como a algumas igrejas e capelas do concelho, reafirmando um compromisso solidário de âmbito alargado.


Conservação de um testemunho histórico

O MMIPO - Museu e Igreja da Misericórdia do Porto honra a memória da Baronesa de Nova Sintra através de dois retratos integrados na sua coleção de pintura, que a representam em diferentes fases da vida. O retrato da juventude é atribuído a José Alberto Nunes, com base na proximidade estilística em relação a um retrato do Barão, comprovadamente executado pelo mesmo artista em 1874.

Esta obra foi submetida a um cuidadoso trabalho de preservação, conduzido pelo Misarte - Conservação e Restauro da Misericórdia do Porto, garantindo a salvaguarda de um testemunho patrimonial de elevado valor histórico e artístico. 




Juntos celebramos cultura, legado e futuro.